Na Playboy sim, na escola não

geisy-uniban

 

 

Novelas das 8, Caldeirão do Huck, Banheira do Gugu, Carnaval, em qualquer horário e em qualquer época do ano nossa televisão aberta está lotada de imoralidades. E pior, a maioria das pessoas nem se importam. E porque se importar com a Geisy?

Eu, particularmente, desprezo uma pessoa como ela, que se aproveita da situação para ter seus 15 minutos de fama, porque ir a todos os programas de televisão usando o mesmo vestido, definitivamente, não é uma questão de querer justiça ou não.

Mas quando o, até então, assunto da semana (agora é o apagão) está na roda de amigos, eu procuro ficar quieta. Porque se eu disser que não tolero esse tipo de comportamento, e na posição da faculdade eu a advertiria da mesma forma (e também aos alunos, porque foram tão esdrúxulos quanto ela, talvez até pior) será motivo para uma hora de sermão, porque eu como mulher deveria defender a liberdade feminina e não ficar pendurada nesse falso moralismo.

Me desculpem, mas eu não só como mulher, mas como ser humano, defendo o respeito. Quem quiser ver bunda pelada ligue a TV, vá a uma escola de samba ou a um puteiro. Cada lugar, lugar. E instituição de ensino não é lugar.

O que falta nas pessoas, e por sinal, sempre faltou, é bom senso. E a gente se importa, porque não é a Geisy, ou os alunos, ou a faculdade. Somos nós que precisamos firmar nossos princípios. E eu estou aqui firmando o meu.

Do cocô à folha de arruda: tenha fé!

Dizem que quando pisamos no cocô do cachorro teremos sorte. Que arruda, pé de coelho, folha de louro, caroço de uva, lentilha, dólar (?) também nos deixam sortudo. Que no Reveillon pra ter sorte o ano todo o primeiro abraço do ano tem que ser com uma pessoa do sexo oposto.

Borboleta branca também é sinal de sorte. Tem gente mais entendida que tem  sorte em forma de pedra, os tais amuletos da sorte. Tem outras que preferem ter seus próprios amuletos: um anel de quando era criança, um chaveiro de um lugar distante, um bilhete de alguém amado ou a foto de quem já se foi. Tem também aqueles que confiam em amuletos um pouco estranhos, como usar a mesma cueca nos dias de futebol.

Não importa como fazemos para ter um pouquinho de sorte. Pode até ser que nada disso resolva, mas o importante é ter fé. Acreditar que podemos.  Eu mesma tive muita sorte em conseguir escrever esse texto às 6 a.m. em pleno domingo de horári ode verão.

O prazer de sexta-feira

 

Eu tenho uma amiga, a Ju, que sempre me disse que o sonho dela era trabalhar com roupa social e com aqueles saltos enoooormes. E eu sempre rebatia "que horror, eu quero trabalhar de camiseta, chinelo e calça jeans". Por malandragem do destino sempre trabalhei com trajes sociais, mas não é porque eu ame de paixão trabalhar com roupas que me irritam e sapatos que me deixam com chulé e calos doloridos. O fato é que sou obrigada a trabalhar assim.

Entretanto, existe a sexta-feira, a tão sonhada sexta-feira de todo trabalhador, quando toca aquela vinheta do jornal da manhã da Globo com as melhores imagens da semana, e todo mundo da redação fica tentando adivinhar qual vai ser a imagem final, a sexta-feira que a gente come porcaria no Mc Donald's depois de ter começado uma mega dieta na segunda-feira, e a sexta-feira quando trajes informais são permitidos.

Teve as sextas de inverno que todo mundo me perguntou se eu estava de pijamas por causa do meu moletom velho e DELICIOSO! E as sextas do verão em que eu fui de saia até o pé e rasteirinha. Sexta é o dia que ninguém na faculdade me pergunta porque eu estou tão chique. É um dia que eu me sinto adolescente de novo com minha camiseta velhinha da Capricho.

É apenas um dia na semana. Apenas algumas horas, mas um prazer enorme. Pequenas coisas que nos deixam feliz como se tivesse ganhado o maior e mais caro presente. Assim, como comer o feijão da minha avó, mais isso fica para uma outra história.