Eu quero a minha novela que contava com a Mia, jardineira xadrez, a Maria e principalmente as fofocas de menina no quarto.
P.S.: E o lindinho do Kadu!
O problema vai muito além de nascer negro ou não, se eu fosse negra e visse o presidente me doando três pontos no vestibular eu teria raiva e vergonha, afinal estariam me subjulgando por causa da minha raça.
Desde quando alguém é mais burro por ser negro ou baiano?
Isso não existe, o que existe são crianças fora da escola porque têm que trabalhar, o que existe são professores incapacitados, o que existe são políticos interessados em uma população ignorante, o que existe é uma manipulação dos negros a favor do governo, sendo que nada do que foi dito aqui tem haver com cor.
Não é o vestibular que tem que ser mais fácil para que a massa consiga uma boa educação, é o ensino básico que deve se tornar mais difícil.E não me venha com desculpas de que assim haveria mais repetências, quando o aluno é incentivado aos estudos desde pequeno, não é a cor que vai mudar a vontade e a dedicação de ser alguém na vida.
Por fim, cotas, universidades para negros, para índios, para o-menino-da-bala-no-metro não é mais do que uma máscarta da imundice do ensino básico brasileiro, não se deixe enganar se você levou o ensino fundamental e médio na barriga, porque os políticos não se enganam e não daríam cotas se acreditassem realmente numa inclusão social, afinal políticos tão bonzinhos assim só se vê em contos de fada.

Está bem, não tem como negar, eu amo escrever pra Capricho e não estou nem aí quando alguém faz cara feia sempre que eu digo que faço isso sem remuneração nenhuma, é bom demais quando abro a revista e vejo o Vidas Ilustradas lá.
Fora que ter blog sempre foi delicioso já que desde pequena o mundo das letrinhas é fascinante ao meu ver e foi nesse mundinho em que com algumas palavras você consegue manipular, alegrar, emocionar, trazer sentimentos à tona antes escondidos que me atraiu de tal modo que em novembro vou preencher em letras garrafais a inscrição da FUVEST com a carreira de JORNALISMO.
Porém eu também tenho sonhos, como comprar meu apartamento, ter um fusquinha, casar (espero que em breve), ter filhos (não tão breve assim), e também sei que minha mãe também tem sonhos e que não há como ela me sustentar à vida inteira, mesmo porque um dia ela morrerá, como eu e você.
É por causa desse mundo capitalista que um dia - no meu caso o ano que vem - eu venderei minha mão-de-obra como todos nesse sistema.
Sorte a minha, uma das poucas no mundo que fará o que realmente gosta e acima de tudo não precisará vender balas no farol.
Por muitos anos eu tinha o discurso que seria escritora e minha mãe temerosa dizia “Jéssica, você ainda vai passar fome”.Portanto o que eu quero mostrar é que você pode fazer algo que te deixe muito feliz mesmo que surjam muitas críticas sobre o como você sobreviverá disso, você só precisa moldá-lo a sociedade em que vivemos.