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Vidas Ilustradas



De verdade

 

 

Quando troquei a escola pública pela particular, o fato de eu pedir uns trocados para ir ao cinema já era motivo de minha mãe dar o sermão de sempre: “Só porque você estuda em colégio particular, não quer dizer que você é que nem eles.”

Lógico que nesse caso ela estava sendo extremamente exagerada (coisa de mãe), mesmo porque antes de eu estudar em escola particular eu já ia ao cinema. Mas a realidade é que eu não ia a todos os aniversários, não usava as mesmas roupas, não tinha todos os best-sellers. Meu professor de sociologia viria com a história de Habitus e patati patatá. Eu digo que isso não faz diferença.

Confesso que no começo eu me incomodava um pouco e até sentia vergonha. Porém, eu não preciso ter dinheiro ou ser linda de babar para conquistar a amizade de pessoas que têm dinheiro e são lindas de babar. Tenho minhas próprias qualidades e sei dizer ‘não’ quando aquela balada causará um dano na minha conta bancária. E graças a Deus meus amigos sempre entenderam isso muito bem.

Trata-se de saber qual é o seu lugar, mas sem se menosprezar por isso. Ter o cabelo cacheado, menos grana, ser gordinha não é vergonha pra ninguém. Filminho, pipoca e brigadeiro em casa com aquela sua amiga que vai pra Disney nos fins de semana só será divertido se vocês forem amigas. Aquela amizade que te faz feliz em qualquer lugar, em qualquer situação.



Escrito por Jhé Cruz às 02:35:29 PM
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Elas

Deh, Fê, eu, Gi, Thami, Camila e faltou a Jé, que felizmente passou na Termomecânica, então precisa estudar de sábado.

Se eu pudesse voltar no tempo, certeza que seria para os anos que passei dançando no SESI.
Entrei no grupo aos 12 anos, a primeira coreografia se chamava “Ellegance”, dançava na última fileira do lado esquerdo. Próximo ano foi a coreografia “De volta aos anos 70”. Lutei para ir a Olimpaf, na cidade de Sertãozinho no interior de São Paulo, com a coreografia “Fantasma da Ópera”, foram milhares de prêmios. “Mortal Kombat” foi a coreografia de 2005, eu simplesmente amava, já fazia parte do grupo de corpo e alma. E o principal, era meu primeiro ano de categoria B, ou seja, a última categoria. Daqui há dois anos eu estaria indo embora.
Com o sucesso da coreografia “Fantasma da Ópera”, em 2006 fizemos uma remontagem. Prêmios, e mais prêmios. E finalmente nosso grupo de 7 amigas se firmou.
2007, era o ano da partida. A coreografia, “Ela dança, eu danço”. As amigas, as mesmas.
Todo ano fazíamos homenagem para nossa coreografa, a tia Claudia, mas esse ano seria especial. Escolhemos a música “Mudaram as estações” da Cássia Eller, foram as tardes mais maravilhosas, montinhos, risadas, confissões, dança, alegria, choro, saudade, promessas, fotos, ideias, planos.
O fim da música dizia “Estamos indo de volta pra casa”, era o fim. O abraço da tia Claudia era a certeza de que o que viria para nós era muito bom. Faz dois anos a nossa última dança, mas continuamos unidas,  viajando juntas, contando segredos, chorando  e nada é mais maravilhoso do que ter elas perto de mim.



Escrito por Jhé Cruz às 11:04:41 AM
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"Eu quero ter 30 anos"


 

Quando eu tinha uns 8 anos, a idade do sucesso era ter 12 anos. Eu sonhava em fazer teatro, dançar no melhor grupo de dança da minha cidade e ter um namorado. Em 2003 completei 12 anos, e lógico que não lembrava mais de nada disso.Completei 15 anos e fiz um balanço da vida. Descobri que eu tinha me tornado a pessoa que eu sonhava ser quando tinha 8 anos. Eu era feliz, fazia teatro, estudava no melhor colégio da cidade (com bolsa de 50%), dançava no Grupo de Dança SESI Mauá (com inúmeras premiações) e já tinha um namorado de 2 anos na lista. Foi com 15 anos que descobri que felicidade a gente conquista.
Hoje a idade do sucesso é 30 anos – como a Jennifer Garner – para saber se vou conquistar meus novos sonhos.
Com 15 anos decidi ser jornalista, queria casar e ter filhos com meu primeiro namorado, cursar uma boa faculdade, ter uma relação melhor com a mamãe e trabalhar numa grande revista. Sinto que estou no caminho certo. Passei na primeira chamada da Faculdade Cásper Líbero para jornalismo, estou há quatro anos e meio com meu primeiro namorado - aprendemos juntos a guardar dinheiro para pequenos projetos e futuramente para grandes projetos (casar e ter filhos) - consegui emprego numa grande agência de comunicação em São Paulo e tento me colocar mais no lugar da minha mãe.
Espero que quando eu tiver 30 anos eu sinta aquela mesma alegria de dever cumprido que senti quando eu tinha 15 anos.  E o mais importante que é eu nunca deixe de sonhar e sempre conquiste tudo pelos meus próprios méritos. Ter sucesso à custa dos outros, é ser derrotado.



Escrito por Jhé Cruz às 09:38:00 AM
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Conheça +

Cristina Guerra

Mineira, 38 anos e já tem, provavelmente, mais histórias para contar do que sua tataravó, pena que muitas dessas histórias são tristes, ou pelo menos deveriam ser. Essa publicitária aprendeu com suas perdas a contar histórias tristes de maneira tão delicada que, por vezes, esquecemos do sofrimento vivido por ela.

Pode ser a primeira vez que você esteja ouvindo o nome Cristiana Guerra, mas experimente fazer uma pesquisa no buscador Google, existem mais de 3 milhões de links relacionados a ela. Isso porque ela fez diferença na vida de muita gente.

Com a morte da mãe se aproximou do pai. Cristiana morava com a avó, para economizar dinheiro porque iria se casar. O pai faleceu em 2001 e a avó em 2004.

Depois da separação com seu primeiro marido, Cristiana se envolveu com seu colega de trabalho Guilherme, uma relação de idas e vindas e ao mesmo tempo muito intensa. Cristiana engravidou, e apesar de ter tido dois abortos em seu primeiro casamento, não pode conter a alegria de Guilherme e a sua própria esperança.

Quando Cristiana estava grávida de sete meses, Guilherme, aos 38 anos, sofre uma morte súbita. Um amigo da Cristiana chegou a dizer: “Esse é o tipo de caso que você tem que chegar para Deus e dizer: Me chama o gerente?”.

Após 6 meses da morte do Guilherme, e já com seu filho, Francisco, no colo, Cristiana resolveu escrever uma carta a seus amigos, uma espécie de homenagem. A carta era uma metáfora, como se estivesse escrevendo para o Francisco, e então surgiu a ideia do blog para Francisco (www.parafrancisco.blogspot.com). No blog Cristiana conta os momentos que viveu com Guilherme, para que, futuramente, Francisco possa conhecer um pouco do pai.

O blog fez tanto sucesso que Cristiana foi entrevistada por várias revistas, sites e programas de televisão. Depois da entrevista no Globo Repórter, a Editora Arx convidou Cristiana para criar o livro para Francisco, uma adaptação do blog, porém com textos e imagens inéditos.

Tanto o blog quanto o livro serviram como um desabafo para Cristiana, e como consolo para outras pessoas que passaram por experiências parecidas.

Hoje, depois de dois anos, Cristiana diz que na sua vida tudo mudou. ”Sou outra pessoa, tenho mais medos, mas ao mesmo sou uma mulher muito mais forte.”, diz.  Ela guardou roupas do Guilherme, pensando em dar para o Francisco quando crescesse. “Umas mofaram, mandei lavar de novo, já não sei se é uma coisa legal ficar tentando guardar um pouco da pessoa, quando na verdade o que a gente guarda da pessoa é o que a gente viveu com ela. Aos poucos isso vai perdendo o sentido, porque, querendo ou não, hoje eu tenho mais tempo de convivência com o Cisco do que com o Gui”, conta.

Cristiana se sente mais madura, e com isso atravessa outro obstáculo. Francisco ainda não tem o nome do pai. Quando Guilherme morreu ainda não tinha dado entrada no divórcio com a ex-mulher, e por isso Francisco teve que fazer exames de DNA e ainda aguarda a sentença do juiz. ”São coisas que são emocionais e práticas, e muito doídas pra mim. É uma espécie de tortura depois de tudo que já passei.”, conta.

Porém, Cristiana continua uma pessoa alegre. E parte dessa superação
depende também de outros amores. Cristiana já teve outros namorados, revela. “Eu acho que é plenamente possível amar de novo, depende muito da sua disposição”, afirma.

Cristiana conta que a relação que ela tinha com os leitores do blog também foi crucial para sua recuperação, mas que hoje a troca de experiências é bem diferente. “Eu não consigo mais ter uma relação tão íntima com quem descobre o blog agora, porque eu já tô bem lá na frente. Eu não quero muito olhar pra trás, acho que a própria existência do blog já é uma ajuda. O que eu posso deixar está ali.”, diz.

Muitas histórias chegaram até ela, e durante algum tempo ela se envolvia. Uma dessas histórias foi a da Marta, de São Paulo. “Ela era amiga de um amigo meu, já lia o blog, chegou a apresentar o blog para o marido. Alguns meses depois ele morreu nos braços dela. E eu dizia, ‘Vem que eu estou aqui na frente, você vai conseguir’. A gente selou uma amizade. Mas têm muitas outras histórias”, conta.

Porém para Cristiana a grande reviravolta foi com o seu outro blog, Hoje Vou Assim
(www.hojevouassim.blogspot.com),
que fala sobre moda. “Foi muito bom também para o blog para Francisco, porque as pessoas viam de um lado uma mulher cheia de angústias, e de outro uma mulher que lida muito bem com sua própria imagem.”, diz. “Acho que o Hoje Vou Assim foi a grande sacada. No início eu não percebi, mas o pulo do gato está aí.”, confessa.

Aos 38 anos, ela já sabe que, na verdade, não temos controle nenhum sobre a vida. “Eu vou casar tal ano, vou viajar para tal lugar, vou ter filhos. Não é assim, as coisas não acontecem do jeito que a gente planeja.”, ensina.

Mas, apesar de tanta sabedoria seus medos continuam. ”Mas prefiro não focar neles. Eu sempre digo que eu já passei por muita coisa, agora vem a parte boa. É preciso viver mais hoje.”


"para Francisco, Cristiana Guerra, Arx, 192 Págs., R$ 29,90"




Escrito por Jhé Cruz às 10:47:22 PM
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3 por 1

 

 

Pelo menos uma vez por mês temos que consolar uma amiga recém solteira, o problema é que eu me considero uma péssima conselheira.
Sou daquelas que sabe do drama da amiga, mas mesmo assim chega sorrindo e saltitando como se estivesse tudo bem, isso porque eu tento ignorar a tristeza alheia (e a minha também), porém elas insistem em chorar e pedir meus péssimos conselhos.

Primeiro conselho: Chore até secar.

Definitivamente esse não é um bom conselho, boas amigas dizem “Ai não chora, ele não te merece”, além de achar que eu não sou uma boa amiga, eu odeio quando me dizem pra parar de chorar, quando tudo o que eu quero nessa vida é me transformar num tomate seco. Então dou essa liberdade para minha amiga, e se ela quiser até empresto meu ombro, sem reclamar.

Segundo conselho: Ligue pra ele.

Esse além de ser um péssimo conselho nem deveria ser chamado de conselho, mas o que adianta dizer não ligue se ela vai ligar. Há uns quatro anos eu terminei um namoro de dois anos, e todo mundo dizia “Não vai ligar pra ele Jé!”, mas eu não resisti e acabei ligando, foi a melhor coisa que fiz, percebi que ele gostava de mim, mas que não tinha chances de voltar, e foi ai que eu cheguei ao meu...

Terceiro conselho: Decida ser feliz e se entupa de afazeres.

Nesse meu namoro de dois anos, chorei cerca de um mês e num belo dia de sol decidi não chorar mais. Matriculei-me no inglês, passava as tardes de quinta-feira no teatro e as de quarta e sexta-feira na dança, comecei meu curso de web design e na questão homens priorizei a quantidade e não a qualidade; alugava todos os filmes (fossa) da locadora, arrumava a casa compulsivamente, enfim ocupava minha cabeça, e com o tempo eu tinha a impressão que a vida era melhor sem ele, eu tinha nascido pra ser solteira.

P.S.: Depois de dois anos a gente voltou, por uma iniciativa minha de pedir um beijo e estamos há dois anos e meio juntos, mas isso deixaria minha história sem graça.



Escrito por Jhé Cruz às 08:31:52 AM
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Por quê?

Eu e meu professor Clides de história dançando TANGO :)

Na sexta série, ainda estudava em colégio público, eu briguei com minha professora Rosa de matemática, era uma das professoras que eu mais gostava e respeitava, porém foi com ela que tive uma das brigas mais feias na minha vida escolar.

Ela pedia para um aluno anotar quem estava falando na sala de aula, nesse dia eu tinha terminado minha lição e fui ler meu caderno de enquete, as respostas como sempre engraçadas me fizeram rir, e por causa dessa risada a professora pediu que a aluna X anotasse meu nome, fiquei furiosa, afinal eu gostava da aula dela, fazia sempre toda a lição, tinha as melhores notas, e principalmente eu NÃO tinha falado.

Pedi direito de resposta, ela tomou meu caderno de enquete, e ignorou tudo o que eu estava falando, discutimos durante minutos a fio e como não gosto de brigas comecei a chorar. No final da aula ela me pediu desculpas,  me devolveu o caderno e disse que só foi rude comigo porque precisava mostrar postura para os alunos.

Até hoje me pergunto: Pra quê? Por que professores generalizam os alunos? Por que alunos batem em professores?  Por que professor é considerado uma má profissão? E educação e saúde são consideradas base de um país? Por que se preocupa mais com alunos rebeldes do que com alunos exemplos? Por que matemática é sempre vista como mais importante ao invés de português? Por quê? Por quê? Por que as histórias que ouvimos sobre brigas entre alunos e professores não são mais bobas como a minha?



Escrito por Jhé Cruz às 12:52:21 PM
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Eles é meu herói

He.rói sm. 1.Homem notável por seu valor ou pelos feitos guerreiros. 2.Protagonista de obra literária ou cinematográfica.

Herói pra mim é muito mais do que o dicionário diz, nunca tive um pai pra chamar de herói, por isso o que há de melhor em cada um eu coloco no meu herói, aquele que fica apenas no meu imaginário.

Herói pra mim tem que ser charmoso como o Demolidor de Ben Affleck, tem que ser meio nerd como o Peter Park de Tobey Maguire, bem bonitão como o Wolverine de Hugh Jackman, protetor como o – meu preferido – Jacob Black de Taylor Lautner, um que não é da família Black de Crespúsculo, mas também tem pinta de herói pela sua lealdade é o Sirius Black de Gary Oldman, por mais que eu queira não consigo achar nenhuma boa qualidade no Batman, porém encontro várias no Coringa, como seu bom humor inigualável.

Esse seria meu herói, a junção do que há de melhor dos meus personagens favoritos da ficção, mas melhor agora eu ir pra minha aula de inglês antes que esse super-herói fique com a cara da Monalisa.



Escrito por Jhé Cruz às 02:53:41 PM
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